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Serie Re-construção dos meus quipus #2: retorno do papel as fibras

Meu trabalho artístico caracteriza-se por uma metamorfose constante, influenciada pelo tempo e espaço que habito. Este processo de transformação simboliza um retorno às raízes da minha árvore, que cresce e se renova diariamente. A primeira série dos  meus quipus foi criada em São Paulo, Brasil, em 1989. Expresso minha sincera gratidão pela inestimável ajuda que me foi dada pelo meu amigo brasileiro e mestre papeleiro, Otavio Roth (falecido), e sempre guardarei com carinho os momentos criativos que compartilhamos. Otavio me ofereceu acesso à sua oficina de papel feito a mão (localizada na Indústria Papeleira Klavin, em Piracicaba, São Paulo, Brasil) para a produção dos quipus da série #1.

Depois, desenvolvei outra série de quipus em papel feito a mão , que denominei “maquis” em quéchua= mãos. Mais tarde, desenvolvi a série dos números em quechua, desde o número um ate o numero dez: 1 uj, 2 iskay, 3 kimsa, 4 tawa, 5 pijcha, 6 soqta, 7 kanchis, 8 pusaq, 9 isqun e 10 chunka. O quéchua é a língua do Kollasuyo em Tawantinsuyu, (que hoje corresponde ao território que abrange: Bolívia, Peru,  Equador, o norte  de Argentina e de Chile e o sur da Colombia), que são as quatro esquinas da terra, os  quatro pontos cardinales do mundo. 

Após aperfeiçoar minhas técnicas dos quipus na USA, em 1989 estabeleci uma relação com a Associação Internacional de Artistas de Papel (IAPMA), participando de diversas exposições educativas sobre o papel feito a mao em workshops/talheres/seminários em universidades, faculdades e escolas de América du Norte: Arkansas, Indiana, Texas e Tennessee. Também ministrei seminários e workshops na América do Sul, especificamente na Casa da Gravura em Curitiba, Brasil (1986); tambem em La Paz Bolivia 1989. 

Em 1989,  lá ministrei um workshop abrangente sobre o processo da fabricação de papel na Escola de Arte de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia:  ensinei desde a catalogação e colheita da matéria-prima, a obtenção das fibras até producir o papel. Este processo abrange as seguintes etapas: i) colheita de matéria-prima vegetal, incluindo espécies como bambu e amoreira; ii) separação das fibras vegetais por meio da cocção da matéria-prima com soda cáustica numa panela de barro; iii) remoção da soda cáustica residual pela lavagem das fibras numa cubeta com fluxo contínuo de água; iv) moagem das fibras para obtenção de uma polpa de consistência homogênea; v) preparação da massa de fibras com aglutinante num tanque com água de pH neutro; vi) formação da folha de papel utilizando a peneira de molde/frasqueta; vii) transferência da folha úmida para o feltro formando o papel; viii) primer prensagem das folhas de agua e feltros para a remoção da água; ix) separação das folhas dos feltros; x) primer secado das folhas; xi) segundo prensado separando os papeis dos feltros; xii) segundo secado e prensado das novas folhas de papel sem feltro; xii) tercer secado das folhas formadas; xiv) finalizar o processo formando pilhas de papel e armazenando-os em ambiente seco.

Em 2015, ensenei um talher/oficina de fabricação de papel em La Paz, Bolívia, na residência/museu do meu professor, Solón Romero (QEPD).

Posteriormente, meu trabalho em papel foi selecionado para participar do Primeiro Encontro de Papeleiros Latino-Americanos, realizado na Pinacoteca do Estado de São Paulo em junho de 1989. Minha série de maquis/maos recebeu um prêmio, e meus colegas daquela exposição solicitaran-me para eu dar licença para eles criar suas próprias mãos/maquis para apresentar-las em uma exposição coletiva. Esse reconhecimento do meu trabalho foi uma grata surpresa!

Em 2014, tive o privilégio de apresentar e publicar meu artigo intitulado “Interpretando meus quipus/Interpreting my quipus” no Boletim 53 do Congresso da Associação Internacional de Profissionais de Papel e Arte (IAPMA). Simultaneamente, meu trabalho artístico foi selecionado e incluído na exposição “O Nexo da Arte e do Artesanato na Fabricação de Papel”, organizada no Museu do Papel e da Filigrana em Fabriano, Itália.

Entre os anos 2010 e 2015, para complementar o ciclo do quipus desenvolvei a série 3D “yupanas y quipus”. Desta vez utilizei fibras de algodão, amoreira, plastico e yute formando papel 3D em alto e baixo relieves na minha mesa de vacuo inspirada no vacuum table do workshop Liberty Paper da minha querida colega papeleira/artista/instructora Claudia Lee, uma pionera em fazer esculturas e objetos de papel feito a mão em USA (está em FB).Utilizei uma mesa de vácuo que construí copiando o da Claudia para criar meus quipus/maquis de papel em alto e baixo relevo. Posteriormente, em 2015 dediquei-me ao desenvolvimento da série “Reconstruções de Quipus #3: O Retorno do Papel às Fibras”, e os exemplos abaixo representam alguns dos resultados dessas de-construções e re-construçôes que fiz no meu atelier do papel em Sarasota, Florida, USA. (Março de 2026.

 

Serie Re-construcciones de mis quipus #2: retorno del papel las fibras

Mi trabajo artístico se caracteriza por una metamorfosis constante, influenciada por el tiempo y el espacio que habito. Este proceso de transformación simboliza un retorno a las raíces de mi árbol, que crece y se renueva diariamente. La primera serie de mis quipus se creó en São Paulo, Brasil, en 1989. Expreso mi sincera gratitud por la inestimable ayuda que me brindó mi amigo brasileño y maestro papelero, Otavio Roth (fallecido), y siempre guardaré con cariño los momentos creativos que compartimos. Otavio me ofreció acceso a su taller de papel hecho a mano (ubicado en la Industria Papelera Klavin, en Piracicaba, São Paulo, Brasil) para la producción de los quipus de la serie #1.

Después, realicé otra serie de quipus en papel hecho a mano, que denominé "maquis" en quechua, que significa "manos". Más tarde, desarrollé la serie de números, desde el número uno hasta el número diez en quechua: 1 uj, 2 iskay, 3 kimsa, 4 tawa, 5 pijcha, 6 soqta, 7 kanchis, 8 pusaq, 9 isqn y 10 chunka. El quechua es la lengua del Kollasuyo en Tawantinsuyu, (que hoy corresponde al territorio que abarca: Bolivia, Perú, Ecuador, el norte de Argentina y Chile), que son las cuatro esquinas de la tierra, los cuatro puntos cardinales del mundo.Después de perfeccionar mis técnicas de quipus en los Estados Unidos, en 1989 establecí una relación con la Asociación Internacional de Artistas de Papel (IAPMA), participando en diversas exposiciones educativas sobre el papel hecho a mano en talleres/cubiertos/seminarios en universidades, colegios y escuelas de América del Norte: Arkansas, Indiana, Texas y Tennessee. También impartí seminarios y talleres en América del Sur, específicamente en la Casa da Gravura en Curitiba, Brasil (1986); también en La Paz Bolivia.

 

En 1989, impartí un taller integral sobre el proceso de fabricación de papel en la Escuela de Arte de Santa Cruz de la Sierra, Bolivia: enseñé desde la catalogación de la materia prima, la obtención de las fibras hasta la producción del papel. Este proceso abarca las siguientes etapas: i) cosecha de materia prima vegetal, incluyendo especies como el bambú y la morera; ii) separación de las fibras vegetales mediante la cocción de la materia prima con soda cáustica en una olla de barro; iii) eliminación de la sosa cáustica residual mediante el lavado de las fibras en un flujo continuo de agua; iv) molienda de las fibras para obtener una pulpa de consistencia homogénea; v) preparación de la masa de fibras con un aglutinante en un tanque con agua de pH neutro; vi) formación de la hoja de papel utilizando el tamiz de molde/frasqueta; vii) transferencia de la hoja húmeda al fieltro formando el papel; viii) prensado de las hojas de agua para la eliminación del agua; ix) separación de los fieltros; x) prensado de las hojas; x) segundo prensado/secado separando los papeles de los fieltros.

En 2015, enseñé un taller de fabricación de papel en La Paz, Bolivia, en la residencia/museo de mi profesor, Solón Romero (fallecido).

Posteriormente, mi trabajo en papel fue seleccionado para participar en el Primer Encuentro de Papeleros Latinoamericanos, realizado en la Pinacoteca del Estado de São Paulo en junio de 1989. Mi serie de maquis/maos recibió un premio, y mis colegas de esa exposición me pidieron que les diera permiso para crear sus propias manos/maquis para presentarlas en una exposición colectiva. Este reconocimiento de mi trabajo fue una grata sorpresa

En 2014, tuve el privilegio de presentar y publicar mi artículo titulado “Interpretando los Quipus” en el Boletín 53 del Congreso de la Asociación Internacional de Profesionales del Papel y el Arte (IAPMA). Simultáneamente, mi obra artística fue seleccionada e incluida en la exposición "El Nexo del Arte y la Artesanía en la Fabricación de Papel", organizada en el Museo del Papel y la Filigrana en Fabriano, Italia.

Entre los años 2010 y 2015, para complementar el ciclo del quipus desarrollé la serie 3D “yupanas y quipus”. Esta vez utilicé fibras de algodón, mora y yute formando papel 3D en alto y bajo relieves en las mesas de vacuo del Molino Taller Liberty Paper de mi querida colega/papelera/artista/instructora Claudia Lee, una pionera en hacer esculturas y objetos de papel en EE.UU. (está en FB).  Posteriormente, en 2015 me dediqué al desarrollo de la serie “Reconstrucciones de Quipus #3: El retorno del papel a las fibras”, y los ejemplos a continuación representan algunos de los resultados de estas mi mesa de vacuo inspirada en la mesa de vacuo deconstrucciones y reconstrucciones que hice en mi taller de papel en Sarasota, Florida, USA.(Marzo de 2026.

 

 

 

Muy honrado de haber expuesto y publicado mi conferencia Interpretando los Quipus, en el Congreso Int’l de Papeleros Artistas (IAPMA) . Asimismo,  mostré mi obra en papel: Tríptico: Después de Guamán, en el prestigioso Museo del Papel y de  la Filigrana de Fabriano, Italia, en julio de 2014.

Actualizado en Febrero del 2026

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Contacto Directo:  jormenlo13@gmail.com

Biografía/Currículum:

  • Nacido en Bolivia, Sudamérica (1954)

Educación: 

  • Master in Fine Arts / Magister en Artes Plásticas, University of Arkansas, Fayetteville 1992.
  • Master/Magister in Hispanic Literature, University of Arkansas, Fayetteville, 2003.  
  • Instructor Web CT, Universidad de Arkansas, Fort Smith, AR  2002.
  • Bachelor in Fine Arts / Licenciatura en Artes Plásticas, Universidad San Andrés (UMSA), La Paz, Bolivia 1988.
  • High School / Bachiller del Colegio La Salle, La Paz, Bolivia, 1972.

Experiencia Profesional:

Artista Residente/Profesor de Bellas Artes/Instructor de Papel Hecho a Mano:

  • Suncoast Technical College, Sarasota, Florida USA

  • University of Arkansas, Fayetteville, USA 

  •  Escuela Glendale, Artista Residente, Nashville, Tennessee.

  •  Instructor de Humanidades, Universidad de Arkansas, Fort Smith, Arkansas.

  • Asistente de Grabado, Universidad de Arkansas, Fayetteville, Arkansas, 1991-1992.
  • Instructor Asociado de Bellas Artes, Universidad de Arkansas, Fayetteville, Arkansas, 1989-1991
  • Profesor de Arte, West Campus High School, Fayetteville, Arkansas 1999-2000.
  • Visual Arts Workshop/Taller de Artes Visuales, Santa Cruz, Bolivia, 1989.
  • Museum Solón Romero, Taller de Papel 2013, La Paz, Bolivia. 
  • Pinacoteca do Estado de Sâo Paulo, Brasil, 1989
  • Fundação Alvares Penteado, Sâo Paulo, Brasil, 1988.
  • Casa da Gravura, Curitiba, Brasil, 1986.
  •  Atelier de tejido y de papel,  3.4.5 Lisboa, Portugal, 1985.
  • Profesor de Secundaria, Tupiza, Bolivia, 1976.

Crítica en la Revista Nashville Arts, Agosto 2026: "... Como alguien que se beneficia de mucho contexto, siempre aprecio ver varias obras de un artista... la decisión de mostrar muchas obras de Jorge Mendoza, el artista predilecto de Nashville, me resultó muy útil, conectando sus pinturas abstractas con sus obras Quipus en papel hecho a mano. La obra de Mendoza evoca algo antiguo y querido en la imaginación. Es como regresar a una historia muy familiar pero casi olvidada. Erica Ciccarone, Nashville, TN 2016.


Este video narra una breve historia de la producción de papel hecho a mano y arte visual en mis papeles de tina, realizados con diferentes fibras y técnicas. Además, se enlaza con mis obras Quipus (1980-2025) que inspiraron a amigos como el escultor de Arkansas Hank Kaminsky y al escritor Homero Carvalho a componer su poema 'Quipus', cuyo libro fue publicado en 2014.



Sirena Griega Inspiradora de Venus I, foto de mi visita de 2024 a las playas de Grecia (Santorini, Akrotiri y otras). 

Sirena Griega: Exploración Corporal

acrílico sobre lienzo, 2009.

Sirena Griega II, inspiración 2024. Hermoso mar, paisaje y gente maravillosa, por supuesto...


Hank Kaminsky: Quipus de las montañas de Ozark a las montañas de los Andes, vaciado en yeso, 2015, 

Escultura Quipus de Fayetteville, por Hank Kaminsky (1929-2023 Q.E.P.D.) .

Estoy profundamente agradecido por el fabuloso trabajo realizado por Hank, mi amigo y maestro, quien me guió en mi transición física de las montañas de los Andes, Bolivia a las Montañas Ozark en Fayetteville, Arkansas, en septiembre de 1989. Fui su asistente de escultura en la creación de moldes y el vaciado de sus esculturas en yeso, resina acrílica y otros materiales. Basándose en la fundición de metal (foto debajo), Hank desarrolló una gran esfera realizada con modelaje en arena', en su estilo y técnica personal. Hank incluyó la palabra 'paz' en muchos idiomas. Su trabajo se puede ver en este enlace:  https://www.arkansasheritage.com/blog/dah/2020/07/23/sculptor-hank-kaminsky-named-2018-arkansas-living-treasure  


Actualización Septiembre 2025: Durante el otoño de 2015 en el hemisferio sur, mi esposa y musa Delires, nuestros hijos Leo Inti y Gabriel Paulo viajamos a La Paz, Bolivia.

Nuestro viaje comenzó en La Paz/Chuquiagu Marka (aymara) del Kolla-Suyu. Disfrutamos de las ruinas de Tiwanaku: un lugar místico, ceremonial y astronómico. Más tarde paseamos por la pirámide de Akapana y el lago Titicaca.

¡Esta experiencia de viaje fue un reencuentro con la Pachamama (Madre Tierra) con las nevadas montañas de los Andes como el Illimani, a 6538 metros sobre el nivel del mar! ¡Guau! (https://share.google/RXrXMkKI44dhWKMlF)

Después, mi esposa y yo continuamos nuestro periplo y durante el añ 2024, viajamos al Chinchay-Suyu, el centro del mundo en Ecuador/Quito, al Anti Suyu (Qosqo/Cuzco) Perú, y visitamos Saksaywaman y Machu Picchu. ¡Fue un viaje mágico!

Quipus en Machu Picchu, 2023

... Now the years are rolling by me
They are rockin' evenly
I am older than I once was
And younger than I'll be; that's not unusual
Nor is it strange
After changes upon changes
We are more or less the same

In the clearing stands a boxer, and a fighter by his trade, and he carries the reminders
Of every glove that laid him down or cut him
'Til he cried out in his anger and his shame
"I am leaving, I am leaving", but the fighter still remains!

El boxeador, de Simon & Garfunkel